O dia em que a Morte sambou (2016)

Terceiro livro de Habib Zahra e Valeria Rey Soto, O dia em que a Morte sambou é sobre Seu Biu, um velho brincante… Ágil, alegre e sorridente, não deixa nem a velhice e nem a morte acabarem com seu regozijo de existir.

O livro começa assim: “Dos seus amigos de infância, da sua família, das pessoas com quem cresceu, ele guardava apenas lembranças. Até seus filhos não estavam mais por aqui. O ancião morava só, em uma casinha de taipa, do outro lado do rio Tracunhaém”. O que pode soar trágico para muitos, para Seu Biu não é motivo de lamento, pois ele tem a música, a dança e, sobretudo, uma consciência aguda da sua profunda conexão com o universo.

Inspirada pela vivencia com os brincantes de Maracatu Rural e Cavalo Marinho, a obra busca desconstruir as concepções negativas contemporâneos da velhice e da morte, e compartilhar um pouco da sabedoria que os autores encontraram na cultura popular da Zona da Mata de Pernambuco. Mais que tudo, o livro é uma celebração da vida, e da morte, como parte essencial e indissociável dela.

Confira algumas páginas do livro: